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Mulheres com filhos X mulheres sem filhos

De um lado, mães batalhando para conciliar trabalho e família. Do outro, profissionais sem filhos e com todo o tempo disponível para focar na carreira. Nossa reportagem foi investigar quem leva vantagem na hora de ouvir o cobiçado "Você está contratada" e encontrou ressentimentos e acusações nessa que promete ser a grande briga do futuro. Ou será que já começou?


A gerente de marketing Cíntia*, 30 anos, de São Paulo, solteira e sem filhos, comanda um grupo de seis mulheres. Ela está aflita para fechar um projeto que será implementado na semana seguinte. Uma de suas subordinadas, Carolina*, não poderá ficar até mais tarde, pois avisou que precisa levar o filho ao pediatra. Cíntia tem consciência da dedicação da funcionária, mas não deixa de pensar: Puxa, as coisas aqui estão pegando fogo e ela sai bem agora? Não poderia pedir a alguém para levar o bebê?" Em outra companhia, Alessandra*, gerente de logística, grávida de cinco meses, fica sabendo que a empresa oferecerá um curso de uma semana num hotel fora de São Paulo e enxerga aí uma oportunidade de aprimorar seus conhecimentos. Quando seu chefe se dirige à equipe para decidir de quem é a vaga, uma colega já dispara: "Não manda a Alê, porque ela está grávida". Furiosa e frustrada, ela chega em casa e cai em prantos. "Essa não foi a primeira vez em que fui tirada de algum projeto ou de um curso por causa da minha gravidez. Não sei se querem me proteger ou pegar o meu lugar. Fico superinsegura. O que acontecerá então quando eu sair de licença?"
Um embate, na maioria das vezes velado, está em curso entre profissionais com e sem filhos. De um lado do ringue, estão mães exaustas, se desdobrando para dar conta da família e do trabalho, cheias de culpa. Do outro, mulheres sem filhos, disponíveis para focar todo o tempo e a energia na carreira e alheias aos dilemas das mães que trabalham fora. Será que a ascensão profissional nos próximos tempos será determinada pelo fato de a mulher ter ou não ter filhos? A questão é polêmica e divide quem trabalha com recrutamento. "Vai depender da posição da empresa em relação a essas duas profissionais e da estrutura que a própria mãe vai montar para manter o ritmo de trabalho", afirma Patrícia Epperlein, sócia e diretora-geral da Mariaca/InterSearch, empresa de recrutamento de executivos.
A gerente de controladoria Mariana*, 41 anos, acredita nessa competição. Quando não tinha filhos, ela cansou de ouvir críticas dos colegas ao comportamento das mães em relação ao trabalho. Hoje, uma vez por mês, ela sai meia hora mais cedo para levar a filha, de 8 meses, ao médico. "Pelas conversas paralelas, sei que sou criticada pelos meus pares, mas acho injusto. Eu não fumo e produzo o dia inteiro, enquanto meus colegas fumantes acabam matando uma hora por dia só nessas escapadas. Afinal, estou saindo por um motivo sério", desabafa. A relações-públicas Vanessa*, 28 anos, solteira, sem filhos, reclama dos privilégios que as casadas desfrutam, como tirar férias em janeiro e julho junto com os pequenos em idade escolar. Cheguei a perder dinheiro com passagem por que priorizaram uma colega com filhos. Eu também tenho meus motivos. Por que não posso folgar nesses meses?" Em compensação, acha que leva vantagem numa possível promoção. "Percebi a irritação da chefia em relação a funcionários - na maioria mães - que batem o ponto no horário certo." Será? "Não concordo. As grandes empresas levam em consideração a competência em primeiro lugar e não fazem esse tipo de discriminação. Minha consultoria, por exemplo, nunca deixou de recrutar uma mulher por esse motivo", afirma Gutemberg de Macedo, presidente da Gutemberg Consultores, empresa especializada em recolocação e aconselhamento de carreira. José Augusto Minarelli, presidente da consultoria de carreira Lens & Minarelli, admite que, numa disputa entre duas profissionais com a mesma competência, é possível que quem não tem filhos saia na dianteira."Eles podem ser uma restrição. Se a concorrente com a mesma competência não tem um impedimento como esse, ela é quem leva a promoção." Na contratação de executivas, também há uma predileção pelas sem filhos. Segundo a consultora Zenilda Castilho, da RH Internacional, empresa da área de recursos humanos, elas levam vantagem. "Para alguns cargos, meus clientes pedem para não selecionar profissionais com crianças menores de 7 anos. A idade dos filhos é uma barreira e um ponto a ser levado em consideração. A idéia é que a mulher, para cumprir todas as demandas domésticas, não conseguirá dispor de todo o tempo que a companhia lhe exigirá."
 
Fernanda*, 38 anos, executiva da área de telefonia, sentiu isso na pele recentemente, quando foi sondada pela chefia para uma possível promoção. Enquanto seus filhos eram muito pequenos, tinha receio de ser preterida por causa da suposta falta de disponibilidade das mães. "Há pouco, meu chefe me perguntou sutilmente se eu tinha intenção de ficar grávida outra vez. Disse que não e, naquele momento, senti que já não corria mais o risco de ser jogada para escanteio. Afinal, agora as crianças estão com 5 e 8 anos", conta. Para a secretária Andréa Marquardt, 36 anos, o fato de ser mãe só trouxe vantagens. Ela acredita que conquistou o emprego em uma multinacional ao revelar que estava se separando e tinha um filho de 2 anos para sustentar. "Na época, o chefe sentiu meu real comprometimento com a empresa quando percebeu que o meu filho dependeria financeiramente apenas de mim." A gerente titular do banco Itaú Personnalité, Léa Soler, 40 anos, também acha que as casadas se empenham mais. "Lidero seis gerentes, duas com filhos pequenos, e as mães são as melhores da equipe. Elas têm maturidade, foco e sempre superam os resultados." Léa admite que há competição, mas a culpa, afirma, é da imaturidade das sem filhos. "Eu mesma, antes de ter os meus, olhava torto para as mães que colocavam a carreira em segundo plano", confessa. Para ela, cabe à empresa evitar essa rixa avaliando seus subordinados pela competência. No caso de férias, por exemplo, dou prioridade para quem supera as metas e apresenta os melhores resultados durante o ano. Ou seja, é por mérito", explica.
A maioria dos especialistas ouvidos nesta reportagem concorda que a rixa se resolveria facilmente se as empresas oferecessem às mulheres mais condições de conciliar carreira e família. Em vários países, o apoio às mães começa no governo, que propõe leis claras e concede benefícios fiscais a companhias que dão suporte aos pais. Na Inglaterra, mães com filhos menores de 6 anos têm o direito de exigir redução da jornada ou de sair mais cedo até duas vezes na semana. Na Alemanha, o empenho do governo é maior ainda por uma questão econômica. Caso a taxa de natalidade continue a despencar, não haverá mão-de-obra qualificada para manter a produção e a prestação de serviços no país. Por isso, neste ano o governo passou a conceder uma ajuda financeira correspondente a 67% do salário líquido dos pais, desde que os dois se licenciem para cuidar do filho - a mulher por dez meses e o homem por dois.
 
O dilema é antigo e está longe de ser resolvido no Brasil, segundo Iaci Rios, consultora da DBM, empresa especializada em recursos humanos. Algumas companhias oferecem creches e horário mais flexível, o que facilita e muito a vida da mulher com filhos. Mas ainda são poucas", afirma. A farmacêutica Merck Sharp & Dohme é uma delas. A coordenadora de relacionamento com clientes, Lilian Sato, 32 anos, tem a opção de entrar entre 7 e 9 horas da manhã e sair às 15 horas às sextas-feiras. "Assim, posso levar meu filho, de 2 anos, à escolinha e pegá-lo no final do dia. É uma vantagem, pois a maioria das minhas amigas não consegue", garante. Enquanto isso, as mulheres vão fazendo o que podem para dar conta dos múltiplos papéis sem muita perspectiva. Na opinião de Patrícia Epperlein, um futuro melhor está por vir. "As empresas ainda enxergam as mães de forma diferente, mas isso está mudando, embora haja um caminho longo pela frente. Tenho certeza de que em breve as companhias serão obrigadas a rever a questão. Em muitas áreas, as mulheres estão dominando o mercado e já são maioria nas escolas em busca de aperfeiçoamento. Nenhuma empresa pode se dar ao luxo de desperdiçar tanta mão-de-obra especializada", finaliza ela.

Postura impecável

Se você tem filhos e não quer ser vista de maneira diferente pela empresa, siga as orientações dos consultores:
Deixe claro na entrevista que você mantém uma estrutura organizada em casa. Tenha sempre na manga o telefone de uma segunda babá em caso de imprevisto.
Evite ao máximo sair no horário de trabalho para levar o filho ao pediatra. Caso não haja alternativa, converse com seu chefe para achar uma boa solução para as duas partes. Uma opção é dividir a tarefa com o marido.
Planeje sua saída na licença-maternidade e mantenha contato na sua ausência.
Seja discreta ao ligar para casa para saber das crianças. Esse telefonema é visto com naturalidade pela maioria dos chefes, mas não abuse e seja breve.
Não banque a supermãe e dedique um pouco de tempo a si mesma. Afinal, o equilíbrio reflete num bom desempenho no trabalho.

Dor na transa? Descubra por quê

Desconforto na hora do sexo pode ser causado por infecção

Relações sexuais nem sempre são sinônimo de prazer. Quando a mulher sente dores freqüentes durante e após a penetração, é sinal de que deve procurar um médico. Segundo especialistas, o incômodo pode estar associado a problemas de saúde ou psicológicos, ou ainda a posições sexuais menos confortáveis.

Uma pesquisa de sexualidade realizada pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, que ouviu cinco mil ginecologistas, mostrou que cerca de 30% das pacientes reclamam de dores durante a relação sexual ou de falta de desejo.

De acordo com os médicos ouvidos pela reportagem, as dores, conhecidas no meio médico como dispareunia, podem ser classificadas como superficiais e profundas.

– A intensidade pode variar de um leve desconforto até uma dor aguda. Uma alergia geralmente causa ardência e é mais superficial. Se a mulher sente uma forte dor, uma das possibilidades é a presença de uma infecção profunda, no colo do útero. A análise do médico é importante para avaliar cada caso – afirma o professor de ginecologia da Uerj Paulo Gallo, especialista em reprodução humana.

Muitos casos de irritação podem estar ligados à candidíase

O ginecologista Marco Aurélio de Oliveira, chefe do Ambulatório de Endometriose do Hospital Universitário Pedro Ernesto, explica que muitas vezes o incômodo pode estar ligado à candidíase – provocada por um fungo presente na vagina que causa corrimento, irritação e coceira.

– A cândida desequilibra a flora vaginal, tornando mais fácil a contaminação por outros germes. A mulher normalmente possui o fungo no organismo, mas, quando desencadeia a crise, não se sente confortável para fazer sexo. Deve tratar antes de recomeçar a ter relações – diz Oliveira.

De acordo com os médicos, a falta de lubrificação do canal vaginal também pode desencadear a ardência.

– A camisinha lubrificada é uma boa opção para evitar um maior atrito. Algumas mulheres reclamam da posição de quatro. É normal que haja um pequeno incômodo, porque o pênis pode encostar na parede do útero. Mas, se a dor for mais forte, é possível que haja alguma lesão – explica o doutor Gallo.

Os médicos destacam que o tamanho do canal vaginal é elástico e pode variar entre oito e 16 centímetros. Segundo eles, se o tamanho do pênis for mais avantajado, a relação sexual pode causar sangramento se feita de forma muito brusca.

– É importante que o casal dialogue. Se a mulher sente dores, deve relatar isso ao companheiro e buscar ajuda médica – afirma Oliveira.

Causas mais freqüentes de dor na hora da transa

Infecções da vulva e da vagina: incluem uma simples leucorréia (corrimento vaginal) causadas por bactérias, fungos (candidíase), flagelados ou outros microorganismos, e podem ter origem alérgica.

Tumores da vulva e da vagina: os benignos (bartholinites), cistos glandulares e os malignos.

Patologias pélvicas: endometriose (o tecido do endométrio, que sai na menstruação, às vezes pode formar um nódulo no fundo da vagina), doença inflamatória pélvica (DIP), aderências pélvicas, infecções nas trompas e ovários (anexites), tumores pélvicos benignos e malignos, adenomioses (tecido do endométrio que entre no músculo), etc.

Doenças do aparelho urinário: as cistites são as mais freqüentes.

Lesões dermatológicas na região genital: piodermites, herpes genital e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), psoríase, etc.

Traumatismos na vulva ou na vagina: incluem cicatrizes de cirurgias complicadas ou seqüelas de acidente.

Alterações de trofismo dos genitais: causada pela deficiência estrogênica do climatérico, por fatores hormonais no pós-parto e durante a amamentação.

Problema de origem emocional/psicológica: vaginismo. Causa a contratura dos músculos que circundam a vagina, dificultando a penetração.

Falta de lubrificação: a menopausa pode deixar a vagina menos elástica e com diminuição na lubrificação.

ESPECIALISTA DIZ QUE REVOLUÇÃO SEXUAL NEM COMEÇOU

Foi no auge de 1968 que as proibições caíram por terra. Os códigos morais, religiosos e econômicos que reprimiam os impulsos de homens e mulheres foram contestados. A combinação de protestos estudantis, movimentos contra-cultura e contraceptivos levou à liberação sexual. As conquistas dessa revolução sobreviveram, mas seu valor ainda é contestado. "A verdadeira revolução sexual ainda está por vir", afirma a sexóloga francesa Elisabeth Daibleu.

O termo "revolução sexual" é comumente usado para descrever o movimento sócio-político testemunhado entre meados dos anos 1960 e início dos anos 1970. As mudanças estavam no ar e foram o estopim dos eventos que marcaram Maio de 68, que tiveram início quando alguns estudantes da Universidade de Nanterre exigiram o direito de dormir juntos nos dormitórios do campus. A partir daí surgiram novos códigos comportamentais relacionados à sexualidade em todo o mundo.

A sociedade foi modificada 40 anos atrás, mas ainda se vive sob regras arbitrárias, explica a psicóloga Marcela Lacube. "Acreditar que saímos de um mundo injusto para a liberdade total é um absurdo. Nós simplesmente mudamos os contratos, quem dá as cartas agora é o sexo e não o casamento. Um conjunto de regras sociais transformou a sexualidade de um simples ato de procriação a fundamento básico do nosso bem estar psicológico", diz a psicóloga Marcela Lacube, estudiosa da nova ordem sexual. "A copulação e a procriação, duas experiências da natureza humana que costumavam andar juntas, foram separadas por que assim optamos".

A família passou a se organizar em torno do útero fértil das mulheres. Essa nova convenção permitiu a elas a oportunidade de optar pela gravidez, mas na sociedade contemporânea o homem não tem direito de pedir o aborto e isso o coloca diante da possibilidade de uma paternidade imposta. A liberdade de procriação não é completa, já que cobre apenas metade da população", explica Daibleau. Ainda que as feministas tradicionais vejam isso como "uma vingança contra os homens e o patriarquismo" é preciso entender o conjunto do que se vive. Após uma revolução que mudou radicalmente os parâmetros culturais as pessoas continuam extremamente presas a valores antigos, explica Lacube. "Não vivemos uma sexualidade livre da mesma forma que não vivemos numa sociedade livre. Ainda somos vítimas de pré-julgamentos impostos pela moral que permeia o meio em que vivemos, ainda que eles estejam camuflados", diz.

A forma como a lei encara a prostituição, o aborto e até mesmo certas práticas sexuais na maioria dos países não mudou muito desde 1968. O mesmo acontece com o tratamento dado às mulheres ou a casais homossexuais. "Durante a revolução sexual ninguém previu que casais homossexuais conquistariam o direito ao casamento, mas também não imaginavam que 40 anos depois muitos países ainda tratariam a relação entre pessoas do mesmo sexo como um ato criminoso", disse Lacube. "O mesmo vale para a liberdade feminina. Em muitos países as mulheres ainda são tratadas como uma mercadoria. Em outras sociedades elas mesmas se colocam nessa situação por acharem mais fácil aceitar as regras do que lutar contra elas. Muitas feministas devem se revirar no túmulo diante disso".

A escritora Simone de Beauvoir, autora de análises sobre a opressão feminina e tratados sobre o feminismo contemporâneo, afirmava que "para uma mulher, a liberdade começa no útero". Com isso ela pretendia demonstrar que nenhuma liberdade é completa com a chegada de uma criança indesejada, sem falar na igualdade de salários ou educação.

Grande parte dessa emancipação foi conquistada, mas o problema do casamento e da paternidade prevalece. "Os homens já não esperam casar com virgens, da mesma forma que há cem anos não esperavam casar com uma mulher que houvesse sido beijada. Os padrões mudam, mas a verdade é que sempre seguimos alguma regra", diz Elisabeth Daibleu.

A questão principal é que muito do que disseram ter mudado durante a revolução sexual não avançou, ou pior, regrediu. Segundo Daibleau, naquela época se pregava contra o casamento, quando na verdade a forma do casamento é que precisava (e precisa) ser alterada. "É difícil imaginar que continue a existir um contrato de exclusividade sexual e parceria doméstica no mundo em algumas décadas ou mais", ela diz. Mas não importa o quão liberal a sociedade se torne, as pessoas ainda se casam e têm filhos, pois isso significa poder dar às crianças de uma sociedade a proteção que elas precisam.

Certamente é difícil imaginar como as regras morais irão se adaptar às novas variações da sociedade, mas "precisamos de uma verdadeira revolução". A sociedade já mostra sinais de mudanças para uma maior abertura, mas 40 anos se passaram e mudamos pouco neste período. "Precisamos de um novo rompimento com as regras prevalecentes. Essa revolução permitirá a livre opção pela paternidade de ambos os lados. O uso de contraceptivos será aceito por todos os setores da sociedade, inclusive pelo Papa. As mulheres poderão viver a igualdade pela qual lutaram", afirma Lacube.

Enquanto essas mudanças reais não existirem, "a revolução de 68 continuará a ser um período de mudanças históricas que marcaram uma geração e influenciaram as próximas intelectualmente, mas que deixou muitas coisas para serem resolvidas depois. Ainda temos um longo caminho em direção à verdadeira liberdade", afirma Lacube.

Fomos projetados para a monogamia?

Apenas 3 ou 5% das quase 5 mil espécies de mamíferos (incluindo os humanos) formam laços duradouros e monógamos com os mais notórios sendo os castores, lobos e alguns morcegos.

Os seres humanos foram feitos para a monogamiaA monogamia social é um termo que se refere a criaturas que formam casais e criam seus filhotes, mas ainda tem "casos" extraconjugais. Casais sexualmente monógamos se acasalam apenas com um parceiro. Portanto um marido que trai a esposa com outra relação romântica e volta para casa em tempo de colocar as crianças na cama seria considerado socialmente monógamo.

Além disso, a definição de monogamia, para os cientistas, varia.

Psicólogos evolucionários já sugeriram que os homens êem maior possibilidade de ter sexo extraconjugal, parcialmente devido à necessidade masculina de "espalhar os genes" através da disseminação de esperma. Tanto mulheres como homens, dizem estes cientistas, tentam melhorar seu progresso evolucionário ao procurar parceiros de alta qualidade, embora o façam de maneiras diferentes.

A parceria comprometida entre um homem e uma mulher evoluídos, dizem alguns, é para o bem-estar das crianças.

"As espécies humanas evoluíram para formar compromissos entre homens e mulheres com o propósito de cuidar das crianças, portanto isso é um laço", disse Jane Lancaster, uma antropóloga evolucionária da Universidade do Novo México (EUA). "No entanto esse laço pode se enquadrar em todo o tipo de padrões de casamento: poligamia, pais e mães solteiros, monogamia."

A espécie humana é única entre os mamíferos no fator investimento dos pais ao criar os filhos.

"Nós sabemos que com os humanos há um laço entre o casal que é bastante forte, e há mais investimento paterno do que na maioria dos demais primatas", disse Daniel Kruger, psicólogo social e evolucionário da Universidade de Michigan (EUA). "Nós somos especiais neste aspecto, mas ao mesmo tempo, como a maioria dos mamíferos, nós somos uma espécie polígama." Daniel disse que os humanos são considerados "levemente polígamos", pois os homens se acasalam com mais de uma fêmea.

Se as pessoas casadas ou com outros tipos de compromissos procuram por mais sexo, isso depende dos custos e benefícios.

"Há bastante evidência de que os homens têm menos a perder do que as mulheres ao ter sexo extraconjugal", disse Jane. "Por ter menos a perder é mais fácil para que eles o façam."

As mulheres, no entanto, podem perder os recursos do "papai" no que tange a cuidar dos filhos. "Para a mulher o bem-estar das suas crianças não é maior por causa da promiscuidade", disse Jane ao LiveScience.com.

Alguns cientistas vêem tanto a monogamia social como a sexual em humanos como estrutura social ao invés de como um estado natural.

"Eu não acho que sejamos animais monogâmicos", disse Pepper Schwartz, professora de sociologia da Universidade de Washington em Seattle, EUA. "Um animal realmente monogâmico é o ganso, que nunca se acasala novamente mesmo que seu parceiro (a) seja morto (a)."

Ela adicionou que a "monogamia é inventada para haver ordem e investimento, mas não necessariamente porque é `natural´."

Ejaculação precoce finalmente definida

Qual é a definição de "ejaculação precoce"? Ainda bem que você perguntou. Não existia uma até o momento.

Você precisa durar um minuto para evitar o "título".

A Sociedade Internacional para Medicinal Sexual (ISSM, na sigla em inglês) uniu os especialistas sexuais mais importantes para desenvolver uma definição baseada em evidência para o temido fim adiantado.

Eles apresentaram suas conclusões hoje na reunião anual da American Urological Association, nos EUA.

Os pesquisadores consideraram os seguintes fatos: tempo para a ejaculação, inabilidade de adiar a ejaculação e conseqüências negativas para a ejaculação prematura, que eles preferem chamar de PE.

Resumidamente, segue a nova definição: "Uma disfunção masculina caracterizada pela ejaculação que sempre, ou quase sempre, ocorrem antes de ou no período de um minuto de penetração vaginal; e inabilidade de adiar a ejaculação em todas ou quase todas as penetrações vaginais; e as conseqüências pessoais negativas como agonia, incômodo, frustração e/ou fuga da intimidade sexual."

Sexo freqüente protege contra impotência

Atenção: Homens que não usam suas ereções as perdem. Descubra as chances de perder a sua (ou a do seu companheiro).

Homens que estão envelhecendo e fazem sexo ao menos uma vez por semana, tem apenas metade da chance de desenvolver disfunção erétil do que homens que fazem com menos freqüência.

Mas você que faz apenas uma vez por semana não deve se gabar. Mais sexo significa menor chance de desenvolver esta doença venérea. Homens que transam ao menos três vezes por semana têm apenas uma chance em quatro de ter impotência do que homens que fazem menos do que uma vez na semana.

"Atividade sexual regular preserva a potência de maneira similar que o exercício físico mantém capacidade funcional", concluiu o Dr. Juha Koskimaki e seus colegas da Universidade de Tampere, na Finlândia.

As descobertas foram feitas através de questionários enviados por correio para homens finlandeses entre 55 e 75 anos de idade. Apenas os 989 homens que não tinham disfunção erétil no início do estudo – e retornaram o segundo questionário cinco anos depois – foram incluídos.

A idade media dos participantes do estudo foi de 59 anos. Quatro a cada cinco homens era casado ou coabitava. Mais do que a metade deles estavam em sobrepeso e quase a metade tinha ao menos uma doença crônica.

Para estes, segundo Juha, fazer sexo menos de uma vez por semana aumentou significativamente a impotência sexual. E comparado ao sexo uma vez por semana, fazê-lo ao menos três vezes na semana diminui significativamente o risco de disfunção erétil.

Uma observação curiosa descobriu que os homens que tem menos do que uma ereção matutina por semana tem 2,5 vezes mais chance de ter problemas de ereção do que aqueles que têm duas ou três ereções matutinas por semana. Mas ter ereção pela manhã não diminuiu o risco de impotência sexual.

Uma grande limitação do estudo, Juha percebeu, é que eles não perguntaram aos homens sobre masturbação, que deve ter o mesmo efeito salubre que a cópula, na disfunção erétil. Portanto, até onde este estudo pode indicar, suas descobertas se aplicam apenas a fazer sexo com outra pessoa.

Para estes, segundo Juha, fazer sexo menos de uma vez por semana aumentou significativamente a impotência sexual. E comparado ao sexo uma vez por semana, fazê-lo ao menos três vezes na semana diminui significativamente o risco de disfunção erétil.

Uma observação curiosa descobriu que os homens que tem menos do que uma ereção matutina por semana tem 2,5 vezes mais chance de ter problemas de ereção do que aqueles que têm duas ou três ereções matutinas por semana. Mas ter ereção pela manhã não diminuiu o risco de impotência sexual.

Uma grande limitação do estudo, Juha percebeu, é que eles não perguntaram aos homens sobre masturbação, que deve ter o mesmo efeito salubre que a cópula, na disfunção erétil. Portanto, até onde este estudo pode indicar, suas descobertas se aplicam apenas a fazer sexo com outra pessoa.

Pompoarismo - o exercício do prazer

Fortalecer os músculos da vagina para aumentar o prazer durante o sexo é uma prática milenar. Nasceu na Índia, foi aperfeiçoada no Japão e na Tailândia, ganhou o nome de pompoarismo e agora conquista centenas de adeptas no Brasil

Os exercícios

O ideal é praticar estes cinco movimentos diariamente, pela manhã e à noite. Procure fazer pelo menos três séries de quinze ou vinte repetições para cada um deles. É natural sentir dificuldade nas primeiras tentativas. Não desanime. Resultados positivos costumam aparecer logo nas primeiras semanas

1Sente-se numa cadeira e apóie as mãos nas coxas. Deixe os pés paralelos e distantes 20 centímetros um do outro. Contraia os músculos da vagina como se apertasse algo dentro dela. Conte até três e relaxe. Nos dias seguintes, aumente a contagem gradativamente até chegar a dez.
Variação – Contraia e relaxe os músculos rapidamente. Para acertar o ritmo, imagine que acompanha uma respiração ofegante.

2 Recoste-se na cama e deixe as pernas separadas e semiflexionadas. Insira um dos dedos na vagina e tente apertá-lo o máximo que puder. Caso não sinta nenhuma pressão, insira dois dedos. Volte a se exercitar com um dedo quando a musculatura estiver mais treinada.
Variação – Tente sugar o dedo com a vagina. Conte até três antes de relaxar.

3 Deite-se num colchonete e deixe os braços ao longo do corpo. Flexione as pernas. Essa é a posição inicial. Eleve o quadril e o dorso e fique apoiada apenas sobre os ombros e os pés. Ao elevar o quadril, contraia os glúteos. Volte à posição inicial e relaxe os glúteos.
Variação – Na posição inicial, contraia o ânus em três tempos, sem relaxar: primeiro levemente, em seguida mais forte e depois com toda a intensidade que conseguir. Fique assim e contraia a vagina como se sugasse alguma coisa com ela. Conte até três e solte os músculos devagar: primeiro os da vagina, depois os do ânus.

4 De pé, com as pernas semiflexionadas, coloque as mãos na cintura e deixe os pés paralelos e distantes 20 ou 30 centímetros um do outro. Mova a pélvis para cima e para a frente. Ao fazer isso, contraia a parte interna da vagina. Segure, conte até três e relaxe.
Variação – Faça um movimento contínuo e circular, como se usasse um bambolê, só que em quatro tempos: 1. mova a pélvis para cima e para a frente; 2. leve o quadril para a esquerda; 3. jogue o bumbum para trás; 4. leve o quadril para a direita.

5 De pé, com os braços soltos ao longo do corpo, mantenha os pés paralelos e distantes 20 centímetros um do outro. Contraia as nádegas e tente uni-las o máximo que puder. Conte até três e relaxe.
Variação – Contraia e relaxe os músculos intensa e rapidamente, como se acompanhasse uma respiração ofegante.

Relações amorosas e sexuais no futuro

Psicólogo Flávio Gikovate revela como serão as relações amorosas e sexuais no futuro. Escritor lança seu trigésimo livro, focado nas mudanças dos relacionamentos
Para o psicólogo Flávio Gikovate, estamos passando por um momento de grandes mudanças nos relacionamentos afetivos. Os homens estão tendo que aprender a lidar com uma nova mulher. Já elas estão percebendo que praticar o sexo casual pode não ser uma boa ideia. Em seu trigésimo livro, Sexo (ed. MG Editores), Gikovate avalia o impacto que os últimos 40 anos tiveram nas relações sexuais e amorosas. Em entrevista à Agência O Globo, o psicólogo explica como serão os relacionamentos no futuro.

Homens e mulheres reclamam que não conseguem achar um par e que estão insatisfeitos com as relações amorosas. Por que isso acontece?
Flávio - Temos evoluído pouco no aspecto sentimental. As pessoas continuam buscando parceiros com os quais não têm afinidades intelectuais, de caráter, projetos e estilo de vida. O erotismo costuma se dirigir na direção da busca de parceiros mais para egoístas, pouco confiáveis e difíceis de provocar envolvimentos de qualidade. Assim, a grande maioria dos casais ainda é constituída por uma criatura mais para generosa e outra mais egoísta. Isso dá um tipo de relação incompleta e que, com os anos, acaba determinando a separação. Os casais se separam pela mesma razão que se casam: as diferenças de temperamento e de caráter. O que funciona bem é o encontro de criaturas afins. Isso já é dito, pois as pessoas falam em "almas gêmeas", mas na prática o medo da felicidade sentimental as leva a buscar mesmo é a "tampa de sua panela".

Você costuma dizer que os homens estão perdidos e não conseguem lidar com a nova mulher. Por quê?
Flávio - Porque as mulheres avançaram muito, ao longo dos últimos 40 anos, nos territórios de poder tradicionalmente masculinos. Avançaram na sua independência econômica, intelectual (hoje são 60% dos estudantes universitários em todo o mundo), ocupando cada vez mais as posições de destaque no chamado espaço público. Ao mesmo tempo, não abriram mão de seus poderes tradicionais. No livro novo escrevo que fizeram tudo isso ao mesmo tempo em que, nas praias, os biquínis só diminuíram. Ou seja, mantiveram - e até mesmo ampliaram - o tradicional poder sensual através de uma liberdade erótica que se manifesta também pela via do exibicionismo e também na forma de expressar a liberdade sexual que só cresceu com o advento da pílula anticoncepcional. Os homens, que pouco fizeram, afora ficarem perplexos, ao longo desses mesmos 40 anos, estão atônitos e um tanto parados. Estão cada vez mais no computador, preferindo o erotismo que assistem (ou interagem virtualmente). Estão com medo dessa nova mulher mais forte que eles e que, diga-se de passagem, também nem sempre se interessam por aqueles que elas não conseguem admirar como mais competentes que elas. Estamos numa encruzilhada.

O que impede as mulheres de aproveitarem plenamente a vida sexual?
Flávio - É preciso entender o que significa o pleno exercício da sexualidade. As mulheres têm uma fisiologia sexual diferente da masculina e elas devem saber que, após o orgasmo, a regra é que sobra uma excitação residual. Isso faz com que o sexo casual não lhes apareça como tão interessante, assim como a masturbação. Cerca de 50% das mulheres não se interessam pela masturbação justamente porque podem terminar a prática mais excitadas do que começaram, ao contrário dos homens que se sentem relaxados e sonolentos. Elas preferem mesmo é o sexo com um parceiro fixo e conhecido, com quem possam negociar aquilo que mais gostam. A maior parte das mulheres aproveita plenamente o sexo quando conhece seu próprio corpo, tem um parceiro estável (que não obrigatoriamente é objeto de grande envolvimento emocional, mas é alguém conhecido e com quem ela goste de estar também fora da situação erótica) e que saiba como agradá-la, e que seja uma pessoa que não use o sexo apenas como instrumento de sedução e poder, mas sim também como fonte de curtição e prazer.

Como um casal pode preservar a vida sexual e não cair no tédio comum que acontece com o passar dos anos?
Flávio - Não é fácil e depende muito de entenderem que o sexo e o amor não são parte do mesmo instinto. Têm que compreender que o sexo tem suas peculiaridades, que compete com a ternura e que tem que ser tratado como parte de um instinto mais vulgar e grosseiro. Assim, na hora do sexo é importante abandonar o contexto mais sentimental e buscar um outro clima, mais voltado para a "baixaria". Além disso, é preciso entender que o desejo visual masculino tende a se esgotar diante de uma mesma parceira ao longo dos anos. É função do homem e também da mulher trabalhar para que a sexualidade se mantenha viva e gratificante num clima que nem sempre lhe é propícia, o da estabilidade e do amor. O sexo se abastece mais facilmente do jogo de sedução e conquista. É mais difícil desejar alguém em que confiamos e sabemos dos sentimentos e da lealdade em relação a nós. Mas é possível e existem inúmeros casais que atestam isso. São minoria, mas existem. E se existem é porque é possível!

As mulheres ainda são julgadas quando dizem que gostam ou só querem sexo?

Flávio - Acho que isso é válido para muitos homens, mas não para todos. Agora, se elas quiserem se relacionar justamente com os mais legais, devem saber que esses não dão a menor bola para isso. Apenas irão ou não se interessar por elas por força de muitas outras propriedades e não por força de suas habilidades sexuais.

Como você vê os relacionamentos amorosos no futuro?
Flávio - Ou existirão relacionamentos afetivos de ótima qualidade, onde os casais aprenderão a desenvolver uma vida sexual igualmente rica, ou então existirão pessoas solteiras, vivendo o sexo como fenômeno pessoal e/ou mantendo relacionamentos afetivos mais superficiais e passageiros. Não vejo futuro para as relações de qualidade média. É assim: a vida a dois terá que ser melhor do que o viver só. Como viver só está cada vez melhor, todos os relacionamentos que forem de qualidade inferior a essa vida tenderão a desaparecer.

Mulheres têm voz mais sexy durante ovulação

As mulheres ficam com a voz mais sexy quando estão no período fértil, segundo apontou uma pesquisa realizada por especialistas americanos.

Os cientistas, da Universidade Estadual de Nova York, gravaram mulheres contando de 1 até 10 em quatro fases diferentes do ciclo menstrual.

Posteriormente, eles tocaram as gravações aleatoriamente para estudantes dos sexos masculino e feminino e pediram que apontassem as vozes mais atraentes.

O estudo mostrou que as vozes com timbre mais alto foram indicadas pelos estudantes como as mais sexy.

Os cientistas se surpreenderam ao descobrir que as vozes escolhidas pelos voluntários foram gravadas durante a ovulação, período em que a mulher libera o óvulo para ser fecundado.

Na avaliação do pesquisador Gordon Gallup, os hormônios sexuais podem alterar o funcionamento da caixa vocal, ou laringe, mesmo que as mudanças sejam muito sutis.

"Precisamos aprofundar as pesquisas sobre os mecanismos biológicos que estão por trás dessas pequenas alterações, mas as evidências sugerem que o impacto dos hormônios na laringe seja a fonte das mudanças", disse o pesquisador.

Ainda que sutis, afirmam os especialistas, as alterações na voz das mulheres são detectadas pelos homens, que podem considerá-las mais atraentes em algumas épocas do mês sem entender por que.

O estudo, publicado originalmente pela revista especializada Human Evolution and Behavior, foi reproduzido pela New Scientist.

9 Surpreendentes razões pelas quais você não tem feito sexo

Você está matando cachorro a grito? Não está só: As mulheres hoje têm menos tempo para o sexo do que as dos anos 1950. E se estima que, apenas nos EUA, haja 40 milhões de pessoas em casamentos assexuados (que fazem sexo menos de 10 vezes por ano).

Uma vida sexual regular é bom para a sua saúde. Obvimanete sexo é bom, mas ele também pode satisfazer todo tipo de necessidades na área da intimidade emocional, sexual e física e ajuda os parceiros a manterem-se próximos, diz a médica Anita H. Clayton, professora de psiquiatria da Universidade da Virgínia (EUA). Mas porque toda essa "secura"? Você pode dar uma tossida e dizer que é falta de tempo, mas há uma série de outras razões também, desde ganho de peso e perimenopausa até sobrecarga de tecnologia (pare de enviar mensagem de texto agora) no quarto. Segue aqui como acabar com estes baldes de água fria da sua vida sexual:

1 Sua cama não é mais sensual

Nós ouvimos isso com freqüência: A cama deve ser usada apenas para sexo e sono. Portanto, porque tantos de nós insistem em trazer notebooks, PDAs, novela das nove, etc. até ela? Toda essa tecnologia e distração podem causar insônia e dar uma gelada na sua vida sexual. Até porque é difícil iniciar o ato se sua esposa está escondida atrás do jornal, ou grudada da TV ou se suas mãos estão ocupadas explorando a internet ao invés do corpo.
Receita Sexual: Na medida do possível torne o quarto uma área livre de tecnologia, sugere Anita. Então dê uma séria olhada na sua vida (desde romance e trabalho até entretenimento e família), e dê ao sexo a prioridade que ele merece. Se você é de marcar dia para fazer sexo, o faça, assim como você vai às suas reuniões.

2 Seus medicamentos estão roubando seu apetite sexual

Oh, a ironia. Você começa a tomar contraceptivos orais para que não precise preocupar-se com sexo. Então a pílula mágica começa a enfraquecer seu apetite sexual. Por quê? Anticoncepcionais contém estrogênio, que aumenta a produção de uma proteína chamada sex-hormone binding globulin (SHBG). Esta proteína pode ligar-se à testosterona, afetando o seu apetite sexual. Há dados que sugerem que este impacto negativo possa acompanhar a mulher a longo prazo. Outros medicamentos que podem estar sendo problemáticos para você: aqueles que reduzem a pressão arterial, ansiedade, refluxo ácido e antidepressivos.
Receita Sexual: Pergunte ao seu médico sobre os efeitos colaterais sexuais de todos os seus medicamentos. Você também pode tentar um método contraceptivo que não utilize hormônios como preservativos, diafragma ou DIU.

3 Sua vida é terrivelmente ocupada

Você passa seus dias trabalhando, cozinhando, malhando, cuidando da família. E até as 23h30 você quer apenas "dormir com os anjinhos". É o suficiente para qualquer mulher se aninhar na cama e soltar uma "dor de cabeça" ou um "cansada". Além de acabar com a sua disposição o estresse crônico da vida moderna pode inclusive gerar uma cascata de mudanças hormonais que bagunçam o ciclo de resposta sexual do seu corpo. E aqui vai outro assassino sexual moderno que se soma a toda esta loucura: as tecnologias sempre conectadas de hoje em dia.
Receita Sexual: Com sexo espontâneo praticamente fora de questão você precisa de um sério "gerenciamento de vida" para colocá-lo no cronograma, dizem os especialistas. Coloque uma tranca no quarto e delimite um tempo para a tecnologia. Mude o passo exigente da vida cotidiana com um relaxante banho de banheira. Conectar-se à água morna o afasta dos laptops e celulares que entopem o seu dia. Adicione algumas gotas de óleo essencial de ylang-ylang, pois se considera que o aroma excita sexualmente.

4 Você não gosta do seu corpo

Muitas mulheres desistem ou não ficam dispostas e experimentar sexualmente se elas estão acima do peso ou com o corpo diferente por causa de uma gravidez. Emocionalmente nós compramos a idealização da mídia do que seria realmente sexy. A mensagem é que você deve ter um corpo de certa maneira para conseguir ter sexo prazeroso.
Receita sexual: As mulheres possuem o talento de não gostarem das mesmas coisas sobre si mesmas que outras pessoas acham bastante atraente. Sinta-se livre para perguntar para ele o que ele gosta sobre o seu corpo; seus elogios podem ajudar você a sentir-se mais positiva. Mas não subestime o impulso mental que perder alguns quilos pode dar. Em uma pesquisa recente 37% das pessoas responderam que perder peso as faz sentirem-se mais sexy. Em realidade, perder apenas três quilos pode fazer o apetite sexual pegar no tranco.

5 Você chegou na perimenopausa

As mudanças hormonais logo antes da menopausa (especialmente a diminuição do estrogênio) leva a mudanças fisiológicas que podem fazer que o sexo pareça tão atraente quanto correr uma maratona com pedras dentro do sapato. Os tecidos vaginais sensíveis ficam menos lubrificados e isso pode levar à dor. Sexo doloroso torna-se rapidamente nenhum sexo. Ondas de calor também não ajudam em nada. Um estudo publicado no ano passado revelou que as mulheres que perdem desejo sexual durante a menopausa estão mais propensas a apresentarem suor noturno, distúrbios de sono e depressão.
Receita sexual: Converse com seu médico sobre os prós e contras de tratamento hormonal que pode diminuir os sintomas da menopausa. Um novo estudo mostrou que estrogênio em creme ou supositório pode diminuir o ressecamento vaginal sem os riscos do tratamento oral. Lubrificante como K-Y também pode ajudar, especialmente se o problema é a dor durante a relação. Extrato da casca de Pinus também está em alta: Um estudo publicado no Scandinavian Journal of Obstetrics and Gynecology descobriu que ele pode aliviar as ondas de calor, depressão, ataques de pânico, colesterol elevado e outros sintomas ligados à perimenopausa. Converse com seu médico antes de tentar qualquer coisa nova.

6 Seu homem não se interessa muito pelo negócio

Você pode estar pronta para fazer, mas o motor de seu parceiro morreu. "Talvez ele tenha desistido emocionalmente", disse o Ph.D. Bob Berkowitz, especialista com livros publicados sobre o assunto. "Os problemas comuns entre maridos e esposas podem estar atrapalhando na cama", ele disse, especialmente se seu parceiro tem dificuldades em expressar seus sentimentos adequadamente. Ou ele pode estar querendo que você seja mais sexualmente aventureira. Não precisa sair correndo para pegar os candelabros; pode ser algo simples como ser uma amante mais entusiasmada.
Receita sexual: Converse de maneira que a culpa não esteja envolvida. "É compreensível que uma mulher se sinta rejeitada", disse Bob. "Mas não o confronte de com `Que diabos está acontecendo? Você está me traindo?´ ou ele irá se fechar. Se a vida sexual de um homem não está funcionando ele pode sentir que falhou como homem, porque homens investem muito de si em sua sexualidade", adicionou Bob. Portanto tente abordar o assunto de maneira afetuosa.

7 Você está deprimida

Quando você se sente no fundo do poço o desejo sexual pode tomar um grande golpe, particularmente se você é mulher. Mulheres tendem ao isolamento, disse Anita, e isso pode pressionar até a mais forte das relações românticas. Antidepressivos podem ajudar a levantar o ânimo, mas alguns afetam sua habilidade de ter orgasmos.
Receita sexual: Se você perceber seu desejo sexual despencar depois de começar um novo medicamento, avise seu médico; ele pode prescrever algum medicamento alternativo como o bupropion, que não afeta o orgasmo. Considere possibilidades diferentes. "Psicoterapia não causa disfunção sexual e é eficaz, especialmente em casos leves a moderados de depressão", disse Anita. Exercícios também ajudam; aumentam o humor, a energia e o fluxo sanguíneo no genital.

8 Seu homem é viciado em Viagra

A "Viagrização" dos homens, como Bob chama o fenômeno, não acontece apenas com os idosos. Homens mais jovens estão tomando a droga para disfunção erétil em alguns casos apenas para aumentar a performance sexual. O resultado pode ser um desligamento emocional e físico na cama. "O homem toma o medicamento e está pronto, mas a mulher precisa de mais tempo para ficar excitada e ligada." Os sexos tendem a lidar com a ansiedade de maneiras opostas também, disse Anita. Os homens vão para a cama para aliviar o estresse enquanto as mulheres freqüentemente precisam relaxar para ter relações sexuais.
Receita sexual: Anita sugere encontrar tempo para conversar sobre sexo de maneira saudável, sem ameaças ou julgamentos (e não na cama). Durante a conversa a mulher pode falar sobre suas necessidades para equilibrarem o jogo.

9 Você está de saco cheio

Entre 10 a 15% das mulheres com pouca libido que Bob trata costumam ter problemas endócrinos como doenças de tireóide não diagnosticadas, que podem afetar as funções menstruais e levar a exaustão, depressão, baixo desejo sexual e problemas de fertilidade. Mulheres com doenças crônicas — como fibromalgia, anemia, diabetes ou artrite reumatóide — podem não entrar no clima por causa da fadiga e dores corporais. Diabéticas podem apresentar pouca lubrificação vaginal, pouca excitação sexual e propensão para infecções por fungos.
Receita sexual: Uma vez que é detectado e corrigido um problema como o de tireóide ou anemia, quaisquer sintomas associados devem se dissipar. Se você está lutando contra alguma doença crônica, você não deve ter o foco no sexo, mas apenas explorar outras maneiras de alcançar prazer sensual e sexual, disse Anita.

A importância da informação para uma vida sexual saudável

Sexualidade, qualidade de vida e saúde para as mulheres

A sexualidade feminina, muito em voga com a exibição de cenas picantes com personagens em novelas e programas televisivos, deixou de ser um tabu e hoje ganha espaço e até aperfeiçoamento com cursos direcionados e técnicas específicas, como pompoarismo e danças sensuais. O acesso a uma gama de informações tem sido fundamental para que mulheres busquem cada vez mais melhorar a qualidade de vida através de uma vida sexual saudável.

Tanto é verdade que a venda de livros que tratam de temas relacionados à saúde e sexualidade vem aumentando consideravelmente no Brasil. O mesmo fenômeno ocorre com a procura por cursos direcionados.

Um exemplo são os cursos de pompoarismo para que a mulher aprenda a satisfazer com mais sofisticação e criatividade ao seu namorado ou marido. O que elas aprendem nesses workshops são exercícios que potencializam o orgasmo e prazer, tanto da mulher quanto do seu companheiro. O mais interessante é o resultado que se obtêm através do depoimento de muitas mulheres. Maioria delas, através do curso, percebe uma melhora considerável em seu potencial orgástico.

Também são muitos os casos de mulheres que depois do curso vêem desaparecer problemas como incontinência urinária, queda de útero e bexiga, beneficiando-se antes e depois do parto. Esses cursos são recomendados por ginecologistas e fisioterapeutas, pois se percebe uma melhora muito grande no equilíbrio hormonal da mulher, fazendo com que ela pareça mais jovem, saudável, o que também contribui com a auto-estima.

Professora de arte sensual há dez anos, Celine Imaguire comenta que a procura por cursos voltados à sexualidade vem aumentando de forma significativa. O cuidado com a saúde da mulher é sempre ressaltado em todos os cursos que ministra. A professora diz que tão importante quanto o prazer é ter consciência de que uma vida sexual saudável traz inúmeros benefícios à mulher.

Celine Imaguire é escritora, palestrante e professora de arte sensual. Desde 1998 é responsável pelas aulas do curso "A Deusa do Amor", sucesso nas principais capitais brasileiras, levando o conhecimento das artes sensuais para mulheres de diversas regiões do país. Profissional da área da saúde, Celine também é farmacêutica industrial formada pela UFPR e autora do livro "Pompoarimo: o Caminho do Prazer", que está em sua 18ª edição, sendo a escritora mais lida na área atualmente no Brasil.

Amigo é pra essas coisas

"Não transe com um amigo porque senão vai acabar a amizade". Será?
Sempre que eu ouço isso rio. Acho sem pé nem cabeça. E lembro de um amigo meu muito sábio, que quando ouve essa frase diz: "e desde quando você transa com inimigo?".
Sexo com amigo tem um monte de vantagens.

1 Você já conhece a pessoa e não corre o risco de só descobrir depois que ele era um perverso. E você conhece tanto que também é amiga dos defeitos e sabe todo o teor de roubada dele. Por isso, você não vai querer nada com ele que não seja ser amigo, no máximo amigo que transa vez ou outra.

2 Você sabe que ele não vai te ferrar depois, inclusive, porque ele é seu amigo.

3 No pior dos casos, você vai passar uma noite rindo com o seu amigo e vendo TV.

4 E ele nunca vai poder te falar a frase: "acho melhor a gente ser amigo", porque ele, repito, já é seu amigo do coração.

5 Você acorda, vai embora e dá thau numa boa, sem esperar nada. Inclusive porque você já tem.. ele é seu amigo, oras.

PS. Nào, em geral não dá pra ser namorado ou caso e depois ser amigo com quem você transa. Namorado ou caso, quando vira ex, nem sempre é amigo, inclusive. Amigo é categoria mais permanente. O resto pode ser passante. E não, definitivamente, a gente nào é amigo de qualquer um... já caso ou coisa que o valha.. a gente pode se arrepender. De amigo, a gente nunca se arrepende. NÃo, não existe amigo passado negro.

Libido - Uma usina de energia dentro de você

Essa força de alta voltagem erótica vai muito além do sexo: ela é reciclável, circula pelo seu corpo, estimula experiências prazerosas. Em suma, move o mundo. Descubra como ativar, use com gosto e não desperdice

Libido

A polivalência da libido começa no dicionário. Existem no AURÉLIO duas definições para essa palavra. Na primeira, é sinônimo de instinto e desejo sexual. Na segunda, predomina o conceito psicanalítico e o significado se amplia: libido é a energia motriz de todos os instintos de vida e da atividade criadora humana.Embora a libido não se restrinja ao ato sexual, ela o inclui, pois ele está na lista dos instintos básicos de sobrevivência. Comer e beber nos mantém vivos. Agredir ou fugir são mecanismos primordiais de defesa. E sem sexo nossa espécie seria extinta. É verdade que somos animais libidinosos, mas com uma grande diferença em relação ao restante da fauna: a inteligência. Ao longo de nossa evolução, adquirimos a capacidade de relacionar sexo a afeto. É com base nos hábitos e valores que vamos escolhendo o que fazer com a energia libidinal: ler jornal, escalar uma montanha, descobrir uma nova vacina etc... ou praticar sexo. Por prazer, e não apenas para procriar.
Eros com leite

A SEXUALIDADE começa na infância: quem disse foi Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Buscamos prazer no próprio corpo desde os primeiros tempos de vida, quando a função sexual estava ainda ligada à sobrevivência. Mamar no peito da mãe, ser cuidado e tocado com carinho são as primeiras lições de amor que o bebê recebe - e essa vivência vai nos marcar para sempre, influenciando o nosso modo de amar.E, se a princípio os prazeres físicos são vividos sem censura pelo bebê, em simbiose com o corpo materno, aos poucos a criança aprenderá a reprimir seus impulsos. Essa função repressora na verdade é desejável, pois nos ajuda na adaptação ao mundo. Na fase dos 6, 7 anos, por exemplo, a energia libidinal será desviada para o aprendizado. Só na adolescência essa pulsão vital encontrará outros caminhos - como o interesse pela masturbação e pelo sexo oposto.Com sua teoria da libido, Freud acentuou a importância do erotismo na vida. "Para ele, sexualidade é tudo o que está ligado à obtenção do prazer", define Suely Gevertz, da Sociedade Brasileira de Psicanálise, em São Paulo. Mas não há regras fixas. Contemplar um quadro pode ser prazeroso... para quem aprecia artes plásticas. E substituir sexo por compras pode até funcionar às vezes, mas quem anseia por um namorado não vai se contentar por muito tempo. "O prazer libidinal não se esgota na satisfação genital, apenas culmina com ela", explica Suely. Para a especialista, é possível separar sexo de afeto. Tudo depende do seu desejo. Se o objetivo for um encontro sexual, ok. Mas, se o que você quer é vínculo, um encontro fortuito não vai satisfazê-la.

Combustível renovável

A LIBIDO tem limites. Cabe a cada um decidir como aplicá-la. "Se você se mantém ocupada o tempo todo, priorizando sempre outras atividades, ficará sem forças para o sexo", diz a psicóloga e terapeuta de casais Margareth dos Reis, do Instituto H. Ellis, em São Paulo. É um equívoco imaginar que o amor é suficiente para esquentar a cena sob os lençóis. "Manter a libido em alta depende de uma dinâmica apropriada. Para estimular a vontade de se tocar, de acariciar o outro e fazer sexo de modo não repetitivo ou mecânico, é preciso cultivar a fantasia e continuar pensando no par como objeto de desejo", aconselha a especialista. Essa é uma forma de reciclar a energia sexual. E as mulheres mais espertas já descobriram que as preliminares não começam na cama, mas bem antes.Solange Rocha Dias, 37 anos, casada há 15, preserva alguns rituais desde os tempos de namoro. Às vezes liga para o marido só para dizer algo carinhoso, outra hora é ela quem encontra um bilhetinho romântico em sua agenda. Adora sair com uma lingerie sexy - e deixa que ele a veja se vestindo. "O que me excita no meu marido não é só sexo. Se no caminho para o supermercado ele me leva para tomar café-da-manhã em um lugar especial, fico encantada, assim como gosto de vê-lo ajudando nosso filho com a lição. Presto atenção nos detalhes, sei que ele também me observa."O cuidado, a gentileza, olhar para o outro e se deixar olhar - aí está o gás da vida erótica. Esse combustível é reciclável e renovável. Cada casal pode descobrir o que funciona melhor. Só não vale desperdiçar ou interromper a produção de carinho achando que o prazer está garantido. Não está. Ele é fabricado todos os dias por quem sente prazer em fabricá-lo.

O gozo da liberdade

COMO LEMBRA o ginecologista Eliano Pellini, a mulher já passou por dois momentos importantes no caminho da liberação sexual. O primeiro foi a descoberta da pílula anticoncepcional. O segundo veio com a entrada no mercado de trabalho - a independência econômica abriu caminho para escolher um parceiro sexual com base somente em critérios de satisfação afetiva e sexual. "Agora, talvez estejamos vivendo um momento de verdadeira revolução sexual, que consiste na busca feminina pelo prazer", afirma Eliano. Isenta da obrigação de procriar ou de se vincular a um homem para que ele a ampare materialmente, resta à mulher a tarefa de se apropriar da sua libido. Afinal, o que é mesmo que ela deseja? À medida que assume suas vontades (sem justificar suas decisões em nome do outro, seja do marido, seja da família etc), ela se torna mais livre. Porque isso pressupõe boa dose de autoconhecimento e autonomia emocional e sexual (e não apenas financeira). Dessa forma, a mulher se torna menos vulnerável à manipulação da opinião alheia. Sempre que isso acontece, fica mais fácil perceber o que aumenta ou diminui o seu tesão e o seu apetite pela vida - e esse critério é útil para tomar decisões.

Cérebro excitável

PODEMOS DIZER que o cérebro é um órgão sexual por excelência - é ele que nos permite experimentar o prazer. Os neurotransmissores noradrenalina, dopamina e serotonina participam ativamente desse processo, que tem a ver não só com a excitação erótica mas também com bem-estar. A serotonina, por exemplo, ajuda a regular o sono, o apetite, as funções cognitivas, o humor e a produção de hormônios sexuais. Mas a saúde depende do equilíbrio dessas substâncias - excesso de serotonina diminui a libido.Os hormônios também são decisivos. A testosterona, um hormônio masculino, está presente em homens e mulheres, mas, neles, em quantidade maior. Ela estimula o desejo sexual. Nas mulheres, predomina o estrógeno. Sua produção tem início na puberdade e decresce a partir da menopausa - o que tende a diminuir a lubrificação vaginal e alterar o humor. Outros hormônios, como oxitocina e vasopressina, estão relacionados à capacidade de estabelecer vínculos. Em seu livro EM BUSCA DE SPINOZA - NEUROBIOLOGIA DA EMOÇÃO E DOS SENTIMENTOS (ED. CRÍTICA), o neurocientista português Antonio Damásio cita uma experiência com ratos. Nas fêmeas foi suprimida a oxitocina e nos machos a vasopressina. Resultado: os laços entre os casais se afrouxaram e ambos deixaram de ser fiéis.É bom lembrar, porém, que não somos ratos. "A química cerebral é fascinante, mas não é suficiente para explicar o comportamento sexual das pessoas", afirma o ginecologista Eliano Pellini, chefe do setor de saúde e medicina sexual da Faculdade de Medicina do ABC. Ele observa que o sexo é um fenômeno biopsicossocial e sofre inúmeras influências. O que faz uma pessoa se sentir sexualmente atraída por outra? Mesmo que seja possível elencar alguns itens socialmente valorizados (como beleza, inteligência, nível cultural etc.), sempre restará algum ponto enigmático. O que torna as coisas ainda mais excitantes.

Amores  sustentáveis

SEXO é circulação energética, afirmava o pioneiro da terapia corporal, Wilhelm Reich. Ele achava que as pessoas têm dificuldade de vivenciar plenamente uma sexualidade madura quando estão aprisionadas em couraças - nome que deu às defesas psicológicas que se materializam no corpo e fazem a energia estagnar em algum ponto. "No século 21, a repressão não está na ausência de sexo, mas na falta de maturidade, na auto-sabotagem e no medo do vínculo," defende a terapeuta corporal Maria Lúcia Teixeira da Silva, analista reichiana pela Sociedade de Vegetoterapia de São Paulo. Para a especialista, a saída para ter relações menos superficiais e mais sustentáveis é resgatar laços que são importantes, aprender a lidar com a frustração e enfrentar a realidade. O caminho para conseguir tudo, ela acredita, passa pelo corpo. "As pessoas estão às voltas com a imagem, com modelos corporais ideais, mas sentem-se vazias. Por isso, há uma tendência à depressão e às doenças da ansiedade, como o pânico. Se pararmos de lidar com nosso corpo como se fosse um personagem e pudermos assumi-lo plenamente, abriremos as portas para usufruir de uma sexualidade mais madura." Assim, o sexo deixa de ser apenas um esbarrão e uma fuga e poderá ser um encontro em que existe intimidade, entrega e uma intensa troca energética com o outro.

Dor na transa? Descubra por quê

Desconforto na hora do sexo pode ser causado por infecção

Relações sexuais nem sempre são sinônimo de prazer. Quando a mulher sente dores freqüentes durante e após a penetração, é sinal de que deve procurar um médico. Segundo especialistas, o incômodo pode estar associado a problemas de saúde ou psicológicos, ou ainda a posições sexuais menos confortáveis.

Uma pesquisa de sexualidade realizada pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, que ouviu cinco mil ginecologistas, mostrou que cerca de 30% das pacientes reclamam de dores durante a relação sexual ou de falta de desejo.

De acordo com os médicos ouvidos pela reportagem, as dores, conhecidas no meio médico como dispareunia, podem ser classificadas como superficiais e profundas.

– A intensidade pode variar de um leve desconforto até uma dor aguda. Uma alergia geralmente causa ardência e é mais superficial. Se a mulher sente uma forte dor, uma das possibilidades é a presença de uma infecção profunda, no colo do útero. A análise do médico é importante para avaliar cada caso – afirma o professor de ginecologia da Uerj Paulo Gallo, especialista em reprodução humana.

Muitos casos de irritação podem estar ligados à candidíase

O ginecologista Marco Aurélio de Oliveira, chefe do Ambulatório de Endometriose do Hospital Universitário Pedro Ernesto, explica que muitas vezes o incômodo pode estar ligado à candidíase – provocada por um fungo presente na vagina que causa corrimento, irritação e coceira.

– A cândida desequilibra a flora vaginal, tornando mais fácil a contaminação por outros germes. A mulher normalmente possui o fungo no organismo, mas, quando desencadeia a crise, não se sente confortável para fazer sexo. Deve tratar antes de recomeçar a ter relações – diz Oliveira.

De acordo com os médicos, a falta de lubrificação do canal vaginal também pode desencadear a ardência.

– A camisinha lubrificada é uma boa opção para evitar um maior atrito. Algumas mulheres reclamam da posição de quatro. É normal que haja um pequeno incômodo, porque o pênis pode encostar na parede do útero. Mas, se a dor for mais forte, é possível que haja alguma lesão – explica o doutor Gallo.

Os médicos destacam que o tamanho do canal vaginal é elástico e pode variar entre oito e 16 centímetros. Segundo eles, se o tamanho do pênis for mais avantajado, a relação sexual pode causar sangramento se feita de forma muito brusca.

– É importante que o casal dialogue. Se a mulher sente dores, deve relatar isso ao companheiro e buscar ajuda médica – afirma Oliveira.

Causas mais freqüentes de dor na hora da transa

Infecções da vulva e da vagina: incluem uma simples leucorréia (corrimento vaginal) causadas por bactérias, fungos (candidíase), flagelados ou outros microorganismos, e podem ter origem alérgica.

Tumores da vulva e da vagina: os benignos (bartholinites), cistos glandulares e os malignos.

Patologias pélvicas: endometriose (o tecido do endométrio, que sai na menstruação, às vezes pode formar um nódulo no fundo da vagina), doença inflamatória pélvica (DIP), aderências pélvicas, infecções nas trompas e ovários (anexites), tumores pélvicos benignos e malignos, adenomioses (tecido do endométrio que entre no músculo), etc.

Doenças do aparelho urinário: as cistites são as mais freqüentes.

Lesões dermatológicas na região genital: piodermites, herpes genital e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), psoríase, etc.

Traumatismos na vulva ou na vagina: incluem cicatrizes de cirurgias complicadas ou seqüelas de acidente.

Alterações de trofismo dos genitais: causada pela deficiência estrogênica do climatérico, por fatores hormonais no pós-parto e durante a amamentação.

Problema de origem emocional/psicológica: vaginismo. Causa a contratura dos músculos que circundam a vagina, dificultando a penetração.

Falta de lubrificação: a menopausa pode deixar a vagina menos elástica e com diminuição na lubrificação.